terça-feira, 1 de julho de 2014

MGS V: Ground Zeroes - Furtivo SQN | NerdPlayer 123



O programa de número 123 do Nerd Player se propôs a exibir uma parte da aventura do jogo Metal Gear Solid V: GroundZeroes, produzido pela Sony. O vídeo conta com as mesmas formas de edições de outros programas. Os editores aproveitaram e usaram recursos visuais como repetições, outros vídeos ou sons, muito utilizados por programas humorísticos atuais da televisão. O programa da vez é narrado por Alexandre Ottoni, um dos criadores do site e outro blogueiro chamado Almondega.

Durante o programa, os dois comentaristas relacionam qualquer acontecimento do jogo (desde a posição do protagonista até ao cenário em que ele joga) com outros assuntos do cotidiano. Um exemplo é a comparação da posição do protagonista rastejando com a posição de um dragão de komodo. Todas essas referências procuram aumentar a descontração do programa e criar um efeito cômico. Também há o aparecimento de palavras que os apresentadores falam “bombando” na tela. Às vezes, quando eles falam algo inusitado ou algo errado, os editores colocam as palavras na tela dando esse efeito cômico de algo que ele disse. Um artifício utilizado nessa edição e que ainda não tinha sido utilizado e o surgimento de espécies de “selos de qualidade” para algo que aparecem junto com a tela do jogo, sem haver um corte de cena. Esses “selos” são espécies de códigos criados pelos blogueiros que se colocam na tela quando acontecem algo que sempre acaba se repetindo e que o telespectador já presenciou. Por exemplo: antes do jogo começar, o segundo comentarista, o Almondega, é tido como um jogador muito avançado de Metal Gear Solid e que conhece o jogo inteiro por tê-lo jogado muitas vezes. Porém, diversas vezes no vídeo do gampeplay, ele acaba realizando movimentos indesejados ou que levam à falha na missão do jogo. Isso faz com que Alexandre brinque e duvide de Almondega a respeito dessa fama de ótimo jogador de MGS. E a cada momento que o ele faz algo que estraga a missão, o editor estampa no canto do vídeo esse “selo” produzido e enfeitado de maneira descompromissada. Nesses momentos de falha do Almondega, a trilha sonora de fundo do vídeo também é alterada para uma música de circo, remetendo à alguma palhaçada que tira gargalhadas do público




Os blogueiros ainda fazem várias comparações desse jogo com o seu maior concorrente, chamado Splinter Cell, traçando as diferenças entre os personagens principais e a jogabilidade. Tudo isso é explorado através de vídeos dos outros jogos e imagens que são estampadas na tela do jogo MGS sem a alteração de cena.


Coluna: Portal 2 - Resenha



Como ocorre tradicionalmente nas resenhas da seção colunas, o autor começa o texto enaltecendo o jogo em questão, Portal 2. Uma crítica positiva é feita a primeira versão do jogo, e o colunista afirma que a continuação está ainda melhor em vários aspectos. Personagens, fragmentos narrativos e questões técnicas relativas a primeira versão são retomados em vários momentos, o que pode deixar o leitor leigo, que não tem nenhum conhecimento acerca da produção, confuso. Claramente, a coluna é escrita para aqueles que estão familiarizados com o mundo dos games.


A linguagem, simples e coloquial, é bem descritiva, quase que cinematográfica. A narrativa por trás do jogo é abordada de forma minuciosa, como se, na verdade, o enredo de um filme estivesse sendo analisado. Os personagens são apresentados, e até mesmo a dublagem é elogiada pelo autor.

Um dos destaques da análise são os mecanismos técnicos do jogo. Os comandos são explicados, e as novidades relativas a mecânica do Portal 2 são explicitadas. A primeira crítica negativa aparece quando a parte gráfica é abordada: segundo o colunista, esse não seria o forte do jogo. Por outro lado, segundo a visão do autor, os cenários compensam esse ponto negativo, pois são esteticamente agradáveis.


A grande novidade do Portal 2, segundo o colunista, é o modo multiplayer. Na segunda versão, é possível controlar dois personagens, em dois cenários diferentes, sendo que há dependência entre eles. Sendo assim, o trabalho em equipe entre os dois players é estimulado: há a possibilidade de esboçar emoções para seu parceiro de jogo, além de indicar saídas e comandos para ele, no decorrer de uma determinada missão.

Em seguida, o ponto negativo do modo multiplayer é exposto: a ausência total de storyline, em um jogo com um fio narrativo tão rico. A dinâmica do jogo também é afetada, uma vez que o loading time entre um cenário e outro é muito demorado. 
Concluindo o texto, o autor exalta as qualidades do Portal 2, convidando o leitor a ter a jogar. Segundo ele, as partes técnica, narrativa, mecânica são dignas de elogio.


E quando os fãs escrevem?

No espaço literário do blog “Jovem Nerd” há uma categoria muito especial de Contos chamada “Fãs”, dedicada a pessoas que gostam da temática nerd, acompanham o blog e curtem escrever contos, a fim de que postem suas produções originais – fanfics ou não – e sejam lidas por mais uma galera que também gosta da coisa.
            
Essa seção parece ser um pouco nova no blog. É um espaço muito legal, que permite o estímulo à criatividade dos fãs e o compartilhamento das coisas que eles escrevem. Mas é um canto do “Jovem Nerd” que parece andar meio esquecidinho. Os contos publicados datam de dezembro de 2013 a janeiro de 2014. É um intervalo de tempo muito limitado – e já não há postagens novas há mais de seis meses! O que será que está acontecendo? Desinteresse dos fãs ou o blog parou de publicar os textos

Uma primeira coisa que chama a atenção é que não se pode saber como fazer, exatamente, para enviar um conto ao blog. Essa informação simplesmente não aparece na página de contos! Talvez quem conseguiu ter seu conto publicado deva ter enviado ao email de contato do blog. Mas essa falta de clareza não ajuda os fãs a mandarem seus trabalhos ou se sentirem estimulados a fazer isso. Por outro lado, percebemos, nos contos que já estão postados, que há uma aceitação de diferentes tipos de textos – alguns muito bons e outros nem tanto –, o que demonstra que a chance de participar está estendida a qualquer um – escritor exímio ou aspirante. E isso é muito bom!

Apesar de parecer estar um tanto quanto “largado”, esse espaço conta com produções originais interessantes, desde algumas fanfics, contos inspirados em enredos conhecidos e muita coisa totalmente nova! Isso demonstra o interesse que a literatura desperta nos jovens considerados nerds. Por isso, e por ser uma seção tão legal, que conecta os leitores do blog à própria produção de conteúdo para o blog, é uma pena que não haja mais publicações de contos, com uma periodicidade mais definida, e que não haja realmente um estímulo maior para que a galera envie suas produções. A troca que esse espaço do blog permite é uma das mais interessantes em nosso universo cibernético.


A Maravilhosa Cozinha de Jack – Especial na Europa: Escócia – 3ª Temporada, Episódio 5


Neste episódio d’A Maravilhosa Cozinha de Jack, novamente filmado em duas cidades (Edinburgo e Pitlochry, situação recorrente em seu especial europeu), o foco está nas bebidas tradicionais escocesas (cervejas e whiskeys) e em alguns pratos locais e petiscos de bares recorrentes. Foram mostradas, além dos tradicionais restaurantes, bares e pontos turísticos, muitas paisagens naturais do país.
            
A visita à destilaria de whiskey foi condizente ao discurso dos programas, pois foi análoga às visitas as cervejarias na Bélgica e na Holanda dos episódios anteriores.

            
Alguns recursos que não apareceram nos dois últimos episódios (Holanda e Inglaterra) foram retomados: como o uso de imagens na edição para fazer referências cômicas a algumas falas do apresentador (neste caso foram usados personagens altamente conhecidos associados fortemente à figura da Escócia). Foi garantido um grande tempo de filmagem e grande ênfase à música tradicional escocesa, marca pela qual muitos dos brasileiros associam primeiramente o país que estava sendo visitado, mostrando uma afinação do discurso do programa com discursos vigentes no Brasil.


MRG Show 45 - Bruxas!


Nesta exibição (Show) de Matando Robôs Gigantes, nota-se características comuns dos videoblogs de sucesso, como a filmagem espontânea onde os apresentadores parecem estar em uma conversa informal com o expectador. Outras características incluem efeitos de edição preparados sobre a atuação dos apresentadores e a multiplicidade de ambientes em que se encontram os personagens da apresentação (dois deles se encontram na mesma sala e o terceiro se encontra em outro local, conectado como em uma “conversa de Skype” com seus colegas e com os expectadores). O programa utiliza-se largamente de gags humorísticos (incluem-se cenas de filmes da Disney, games e programas clássicos de televisão), estes interligados à temática nerd do portal e à forma de discursar deste público.
            
São inseridas imagens na edição referenciando falas dos apresentadores e em tempos até para fornecer informações que os apresentadores “falharam” em apresentar. A forma de narrar usa muitos recursos de comédia clássica (alguns considerados até antiquados e ineficientes) com a intenção de realizar um humor “descarado”, típico do discurso geek. Os temas discutidos neste episódio iniciam-se com futebol e culminam no tema principal, este sendo bruxaria.
            
São feitas relações intertextuais com várias obras do cinema (Malévola, clássicos Disney, série Harry Potter e Bruxa de Blair, principalmente), da televisão (Chaves, entre outros) e até com games famosos (a mostra do famoso gag do game Mortal Kombat é um bom exemplo). Discute-se estas relações comparando-as com temas como religião, mitos e sensualidade.

            
Durante a fala do apresentador que se encontra em outro ambiente e às amostras dos materiais referenciados e comentados, vê-se um fundo de tela temático ao programa. Utiliza-se recursos como cortes bruscos para gerar comicidade. O cenário aonde os apresentadores “presentes” se encontram é todo decorado com a temática geek, relacionando-se assim com o público do portal.