terça-feira, 1 de julho de 2014

Nerdcast episódio #419: Aquecimento global: fato ou mito?

Nerdcast #419 - capa do podcast - Ciro Sollero
O episódio 419 do “Nerdcast” teve como tema o aquecimento global, os questionamentos sobre a existência ou não do problema e se os humanos têm responsabilidade sobre o fenômeno natural. O programa foi ao ar no dia 20 de junho de 2014 e teve como participantes o “time da ciência”, como o Jovem Nerd definiu, composto por Átila, Fábio Lugar, Pirula, além de Alottoni e Azaghal.
            
O questionamento inicial sobre a legitimidade do aquecimento global foi problematizado logo depois de todos os recados da “Canelada” tradicional. O problema climático decorrente, que para alguns é o aquecimento global, para outros é apenas uma mudança climática, ou ainda a mudança de um ciclo. Foi explicado pelos participantes que estamos vivendo há milhares de anos em um ciclo climático entre eras do gelo, e a temperatura mais amena proporcionou o desenvolvimento e a dispersão humana no planeta. Os comentaristas garantem que não há chances de entrarmos em outra era do gelo, diferente das ficções hollywoodianas como “O dia depois de amanhã”, filme citado durante o programa.
            
Os convidados explicam que o aumento da temperatura e o calor vivido nos últimos tempos não são explicados por indicativos naturais como o ciclo do sol e o fenômeno da La Niña. No primeiro caso, a falta de manchas solares atual indica a diminuição da temperatura, mas ela continua subindo; no segundo, quando ocorre a La Niña a expectativa é que a temperatura do planeta caia, mas em 2012 houve o fenômeno e mesmo assim as temperaturas subiram.
            
Tais eventos naturais mostram que o aquecimento global existe, e apenas uma pequena minoria de cientistas refuta o fenômeno. Os mais céticos argumentam que antigamente as medições não eram tão precisas como hoje, o que pode dificultar a comparação. Entretanto, em períodos curtos de medição já é possível perceber diferenças. Outros consideram que o aquecimento global é uma conspiração política, econômica e ideológica inventada pelas potências mundiais, mais especificamente pelos Estados Unidos.
            
Com a conclusão de que o aquecimento global é real, o questionamento se volta para a causa do problema e o envolvimento humano. Existe o consenso de que o fenômeno é agravado pela ação do homem, pois com a maior emissão de gás carbônico ocorre o aumento da temperatura. Quanto a maneiras de frear tal emissão, poucas são as alternativas viáveis, e a luz volta-se à energia nuclear, arriscada, mas bastante limpa. As consequências do fenômeno se concentram nos eventos extremos, como furacões, grandes chuvas, etc., que já estão acontecendo, mas  os cenários mais catastróficos não são muito cogitados.
            
O episódio trata de um tema bastante atual, polêmico e de interesse geral. Os convidados especialistas explicam para o público ouvinte todos os fenômenos e teorias de um modo simples, informal, humorado e de fácil compreensão. Como é característico do “Nerdcast”, o debate se dá em forma de conversa interessante e inteligente entre amigos, mesmo com o tema mais técnico que pode ser visto por muitos como entediante.

Ouça na íntegra:



NerdOffice: Jovem Nerd recomenda Cosmos e discute a responsabilidade do curtir no Facebook (18 jun)



Neste último vídeo do acompanhamento do NerdOffice, eles começam comentando uma notícia do mundo da tecnologia no Brasil. Essa característica de comentar notícias mais “sérias” antes de falar sobre os temas mais voltados ao entretenimento apareceu com mais clareza nos últimos vídeos deste período da análise. O assunto desta vez foi a decisão de um juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo que multou em R$ 20 mil duas pessoas por terem compartilhado uma notícia falsa sobre um veterinário que teria sido negligente. Eles comentam quais os prós e os contras desta decisão para a liberdade e a responsabilidade na web. Essa característica mostra a proposta da seção NerdOffice, que se pretende um review semanal dos principais temas da semana deste universo nerd e da tecnologia.


Logo após, eles fazem um quadro chamado “JN Recomenda”, que segundo os apresentadores era um quadro mais comum antigamente, mas que no período da análise foi a primeira vez que apareceu. O Jovem Nerd faz uma explicação interessante ao dizer que este quadro existe quando eles querem divulgar algum produto ou iniciativa que acharam bom, mas que divulgam sem algum tipo de retorno ou patrocínio, o “jabá” como eles chamam. Durante os vídeos, eles deixam sempre bem claro quando o assunto é patrocinado e quando o conteúdo que estão mostrando é “independente”. Essa característica, muito assemelhada à responsabilidade jornalística, aumenta bastante a credibilidade do NerdOffice perante o público.

O que eles recomendam durante o quadro é a série Cosmos, do astrônomo Carl Sagan, que foi feita na década de 80 e recentemente foi regravada pela Fox, em uma mistura de animações e gravações com um apresentador. Esta série ficou famosa por divulgar conhecimentos científicos de uma forma atraente tanto ao público mais especializado como para o mais leigo. O NerdOffice comenta inclusive que foi surpreendente que a Fox, uma emissora de televisão bastante conservadora nos EUA, aceitasse produzir Cosmos, uma série totalmente voltada ao conhecimento científico.

Cosmos versão antiga
Cosmos versão FOX

Durante a apresentação dos principais pontos da série, o vídeo utiliza muitas partes tanto da produção antiga como da nova para ilustrar o que está sendo dito. Como sempre no NerdOffice, isso ajuda muito a entender a discussão e os exemplos, além de instigar mais quem está assistindo a procurar a série depois.


No final do programa eles fazem propaganda de um livro, deixando claro que esta parte do vídeo é patrocinada, diferente do conteúdo apresentado durante o resto do vídeo da semana.


Red Dead Redemption - Tudo por dinheiro | NerdPlayer 122





O cenário explorado dessa vez é o Velho Oeste americano no começo do século XX. O jogo explorado pelo Nerd Player 122 é Red Dead Redemption, que conta a história e as aventuras de um criminoso aposentado chamado John Marston. O vídeo vai respeitar e seguir todas as ordens que costumou seguir em seus vídeos: referências a outros mundos, utilização de recursos sonoros, gags e vídeos com efeito humorístico. Dessa vez, o universo explorado migra para as histórias de velho oeste exploradas nos quadrinhos e nos filmes de Hollywood.

A primeira relação feita no programa é com o artista brasileiro Beto Carrero, que tem uma ligação com as origens country, quando o personagem do jogo vai montar em seu cavalo. Após comentaram que o cavalo seria um alazão, em seguida, os editores colocam um vídeo do comercial das sandálias Azaléias, fazendo continuamente referências de ideias do cotidiano fora dos games, por exemplo. Há um recurso utilizado no vídeo que é o de aparecimento de uma espécie de botão representativo, que aparece quando surge uma situação particular. Os estilos de botões que aparecem no vídeo são os “Tarado Alert” e “Nojo Alert”. Eles aparecem quando o jogador se deparada com alguma situação em que o protagonista teve alguma atitude audaciosa com uma mulher ou se deparou com um caso nojento e desgostoso.

Como o universo do game é de Velho Oeste, os comentaristas e os editores realizam grandes interferências de assuntos relacionados a tudo desse universo. Desde os xerifes e até os saloons, espécies de bares antigos onde há sempre alguém tocando piano e brigas de homens alcoolizados. Esses últimos por exemplo, são feitas referências quando a missão faz com que a personagem entre em um saloon. A edição do vídeo coloca em seguida episódios de Chaves e de Os Trapalhões nesses ambientes. Outro caso, no deserto: quando ele está trocando tiros com bandidos, diversos animais desérticos como lobos ou abutres vêm ataca-los. Nesse momento, a presença da enorme fauna do Velho Oeste faz com que os editores insiram no canto da tela o logo da National Geographic com uma edição para o nome do jogo.

Há ainda a referência a filmes que tratam desse universo do bang-bang. No momento em que John Marston corre e tenta subir em um trem, eles comentam a respeito de De Volta para o Futuro 3 e colocam a parte do vídeo em que Doc e McFly tentam assaltar um trem no deserto americano. O filme Django Livre também é outro citado e lembrado em um determinado momento do gameplay.



A edição do vídeo ainda conta com mudanças musicais em sua composição. Durante a maioria do tempo, é tocada aquela música country com assovios e dedilhadas de violão e que caracteriza os filmes de faroeste. Porém, em alguns momentos, de vitória ou suspense eles alteram a trilha sonora do fundo. Quando o personagem conquista uma partida de poker no saloon, por exemplo, a música é de alegria e exaltação.


Colunas: Assassin’s Creed III: Resenha


Seguindo a linha tradicional do Blog, a resenha que trata do Assassin’s Creed III, faz uma análise dos principais elementos que o compõe. Uma vez que a coluna foi escrita no mesmo período em que o jogo foi lançado, o autor parece buscar, através de recursos discursivos, instigar no leitor o desejo de ter o produto. Em alguns trechos, os eunciados usados chegam até adquirir características comuns ao discurso publicitário. Isso se verifica principalmente nas passagens em que o colunista, ao descrever elementos relacionados ao jogo, dirige-se diretamente ao leitor, tratando-o por “você”.

O texto é iniciado com uma descrição quase cinematográfica do cenário em que se passa o jogo. O leitor leigo, que não sabe o que é o Assassin’s Creed, ao ler os primeiros dois parágrafos, pode chegar a pensar que se trata realmente de um filme. Os personagens mais importantes são apresentados, a dramática por trás da narrativa também é abordada. Nesses trechos, a leitura é sedutora, pois leva o leitor a ter o desejo de saber mais a respeito do desenrolar da narrativa. Tal recurso é condizente com o que parece ser o objetivo do autor: instigar aqueles que leem a jogar. Esse início da coluna tem a capacidade de agradar não só aos fãs de vídeo-game, mas também outros curiosos que estejam lendo o blog.


Conforme a análise descritiva do colunista evolui, todavia, percebe-se que o autor escreve para um público-alvo específico. Ao retomar as histórias das edições anteriores do jogo, torna-se claro que a análise foi feita para aqueles que estão acostumados com o mundo do Assassin’s Creed. O autor também se preocupa em comparar a edição atual com as mais antigas, o que pode deixar aqueles que não têm familiaridade com o jogo, confusos.

Além dos elementos narrativos do jogo, as questões técnicas também são analisadas. A melhora do gráfico do Assassin’s Creed III, em comparação com as edições anteriores, é destacada. Segundo o autor, o cenário, o rosto dos personagens e as cores são apresentados com texturas marcantes. Nessa nova versão do jogo, tudo estaria mais bonito, mais nítido e bem definido. 



Nos parágrafos finais da resenha o autor faz, pela primeira vez, algo que se aproxima de uma crítica negativa ao jogo. Segundo ele, a narrativa que deu fôlego ás três edições dos jogos está batida. Só uma história realmente inovadora poderia impedir a mesmice nos jogos futuros. 

Apesar da crítica, ao finalizar o texto, o colunista defende que o texto é “uma experiência que vale a pena”, não só por recursos técnicos, como o gráfico nítido, mas também por encerrar a história de personagens populares de outras edições. 

Trailer do Assassin's Creed III


NerdOffice: Jejum de Copa e Review do X-Men (11 jun)


Nesta edição do NerdOffice o tema principal foi o filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, mas também comentou sobre o vídeo do bispo Edir Macedo, que convocou seus fiéis a fazerem um “jejum midiático” de 40 dias sem assistir televisão, e sobre a coincidência deste período ser o mesmo da exibição da Copa do Mundo pelas TVs Globo e Bandeirantes, concorrentes diretas da TV Record, da qual Macedo é dono.

Eles começam falando exatamente do vídeo do bispo Edir Macedo e ironizam a todo momento essa coincidência do “jejum midiático” proclamado por ele bem na época da Copa do Mundo. É interessante que este tema destoa dos assuntos mais comuns do NerdOffice, que costumam ser temas mais ligados ao entretenimento, para fazer uma crítica (bem-humorada, é verdade) a um líder religioso e sua hipocrisia. Algumas brincadeiras feitas em outros vídeos já mostravam que os produtores dos vídeos já pressupunham que seu público está interessado nessas discussões mais “políticas”, como as menções às frases VaiTerCopa e NãoVaiTerCopa em algumas ocasiões. Mas neste vídeo eles usam como um dos temas principais um tema mais distante do mundo nerd.


Logo após, eles comentam sobre o novo filme dos X-Men. A forma como eles discutem sobre o enredo e passam informações, deixa claro que a discussão é destinada a quem tem um conhecimento avançado sobre a sequência de filmes e também das HQs dos X-Men. Novamente a parte visual dos vídeos é importantíssima para entender as referências e ajudam muito no entendimento do que está sendo falado, principalmente se quem estiver assistindo for leigo no assunto.

De resto, esta edição apresenta as mesmas características dos vídeos anteriores. É interessante perceber que após assistir a 5 vídeos, as referências destinadas a quem acompanha o programa com frequência já são mais facilmente perceptíveis, e o entendimento do programa como um todo aumenta a cada vídeo assistido.